Uma Esquina, um cara que grita, a cerveja fermenta em seu estômago, mais um gole, essa tristeza que te abala a esquizofrenia não parece tão ruim assim, essas vozes que não se calam, liga o som, atinge o máximo, esquece de tudo, e tudo para fazer essa voz silenciar, não importa o quão longe quer chegar se aqui no chão é o seu lugar, tristeza que abala, “oh” você grita “oh” vem me dar carinho com navalha, corta minha pele, diz que me ama, mas no fim é só tristeza, afogado nas lágrimas que arranquei de ti, afogado em magoas e amarguras, eu quero beber, quero completar esse vazio que não sacia, não adianta os beijos, não adianta o toque, não adianta o tudo, só adianta o álcool, bem nem ele, o cheiro bom, cheiro de artificialidade, não nasci para isso.
E Lá se vê nas esquinas, crianças trocando suas vidas, e lá se vê na estante copos descartáveis, e segredos guardados lá no fim de suas gavetas.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
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