Uma Esquina, um cara que grita, a cerveja fermenta em seu estômago, mais um gole, essa tristeza que te abala a esquizofrenia não parece tão ruim assim, essas vozes que não se calam, liga o som, atinge o máximo, esquece de tudo, e tudo para fazer essa voz silenciar, não importa o quão longe quer chegar se aqui no chão é o seu lugar, tristeza que abala, “oh” você grita “oh” vem me dar carinho com navalha, corta minha pele, diz que me ama, mas no fim é só tristeza, afogado nas lágrimas que arranquei de ti, afogado em magoas e amarguras, eu quero beber, quero completar esse vazio que não sacia, não adianta os beijos, não adianta o toque, não adianta o tudo, só adianta o álcool, bem nem ele, o cheiro bom, cheiro de artificialidade, não nasci para isso.
E Lá se vê nas esquinas, crianças trocando suas vidas, e lá se vê na estante copos descartáveis, e segredos guardados lá no fim de suas gavetas.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Nebulosa
Então, Você esta em uma nebulosa aonde ninguém te vê, e mantêm fechado o Bom e jogando o ruim dentro de um jogo de twist, mais uma vodka e apenas sorri, me diz o que não está de errado e se matem nessa felicidade falsificada como o meu whisky barato, bem meu bem, seu sofrimento não passa de ilusão e sem estática o rádio não capta mais suas ondas sonoras independente de seus gritos, não importa as horas não importa os dias, você está fechada dentro de uma concha se acha uma perola co situações falsas e sentimentos baratos assim como meu whisky, oh amor, se esqueceu como são calorosos meus abraços, e como são macias as minhas mãos, sei como é não admite mais pensar, pois os frutos foram colhidos bem maduros, mas não importo, não importa as horas, não importa os dias, não importam as estações ainda me pego a lembrar, e esquecer de não pensar, bem não me importa, apenas gosto, apenas admiro, bem a garrafa esta vazia assim como os sentimentos esgotados até o último pingo, e no fim não ficamos embriagados, que whisky barato, não é apenas uma comparação, a sua nebulosa, a sua concha que te prende, que te aprisiona, gostaria de estar bêbado, sim daqueles hormônios que tu sabes bem quais são, bem enquanto tu continua a gritar, eu continuo a beber e a sentir mesmo que você não se permita mais a isso.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Um chamado!
Sem Direção, Sem Uma Estrada para seguir, apenas um violão, com canções sem refrão, o romance está em apuros alguém grita, nem versos podem salvar, um ajudante espero, os dias não são tão curtos, as luzes nos afastam, seu sorriso se perde, o romance não existe mais ?, mas como ainda sinto seu perfume aqui ?, bem, o que fazer ?, o que mudar, porque tão longe você está ?, e o que sobra, apenas isso, apenas aquilo, apenas Platão e suas metáforas absurdas, a luz que me lembra você, um romance histórico um drama patológico, e aquelas cores, verdes ?, bem está mais para castanho, bem é bem doce, um jeito, um romance, um abandono sem lógica, mesmo sem cansar de tentar, e entre os pesares, de todos eles, essa bomba prestes a explodir, não adianta mudar, ou ao menos arrepender, bem o romance não está aqui, mas bem que poderia alcançar ?, as notas no ar, palavras, repetidas, não canso de dizer, um recado em sua porta, quem sabe não se lembre, quem sabe não se arrepende, não me importo de repetir o que já foi dito, não me importa, bem, apenas um violão, um alto chamado, entre nuvens que não vem ao chão, apenas um chamado, uma carta, e uma canção.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Sala de espera!
Bom Dia Dor de cabeça que me atinge, pelo horário já é boa tarde, ou quase boa noite, mas esse horário confunde, o verão nos confunde, são tantas histórias, tantas agonias, tantos manifestos, tantas manias, são tantos “tantos” que dá até preguiça de falar ou melhor digitar, engraçado como é fácil odiar pessoas que no fundo gostamos, o mais engraçado ainda e como é fácil nossos planos irem para o ralo, não, não sou infeliz, nem altamente depressivo, não vivo a espera de nada, minhas pálpebras caem, amolecem, não sei mas qual é o seno, e se realmente tenho que calcular um seno, pode ser uma tangente, uma espera que nunca termina, um papel com uma numeração, sentado em uma sala de espera, mas o problema da espera, é o que é essa espera ? porque essa espera ? aonde essa espera vai levar ?, ai ai minha dor de cabeça, aonde você me fez chegar, bem, eu queria falar, eu queria escrever tantas coisas, eu queria poder dizer as palavras certas, mas só saem as erradas, queria dizer como gosto de ti, mas faltam palavras em um vocabulário, pois parece que as tantas vezes que digo saem outras coisas, necessito de um novo vocabulário, uma nova palavra, que combine com a tua, um novo dizer que tu poderá entender, esse português deprimente que me irrita e que me falha nas horas mais inoportunas, mas tudo bem meu número está chegando, essa espera está terminando, e essa dor de cabeça não está mais me irritando
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Manifesto!
São tantos dias, são tão poucas memórias para guardar, mais um livro empoeirado que guardo na prateleira, mais um bom lugar que deixo de visitar, mas o que isso importa, do que adianta viver com o coração se ele não corresponde aos outros órgãos de mesma função, não vivemos mais para agradar, nem os melhores dias ajudam a clarear essa chuva, mais um copo na mesa, talvez tenha acabado, ou é apenas necessidade de voltar para casa, nossos olhos, nosso encontro, do que adianta desenhar nuvens, se o arco íris não vai ajudar, não adianta melhorar, a luz turva não vai adiantar, não fique se preocupando em olhar por ai, esse quarto pode ser escuro o suficiente para nós, não necessitamos ficar reparando nesses rabiscos na parede, está escuro o suficiente para nós, apenas olhe em volta, já estamos aqui, aqueles dias não vão voltar, as memórias encaixotamos e está na hora de guardar, meu café vai esquentar, e você, meu bem, como eu disse, já está escuro o suficiente, aqui dentro podemos esconder nossas mentiras, juntos com o livro na estante, já fomos vitimas o suficiente para voltar um passo agora, as roupas já estão chão, um dia, uma semana o que importa agora.
Estações, Semanas e semanas, tragédias, nenhuma delas poética, cansado dessa enrrolação, por isso jogo todos os meus copos em alcance ao chão, a bebida me ferve, meu sangue esquenta, meu bem, não há mais graça, o resto e apenas a loucura, e o que sobra para engolir e depois cuspir.
Um manifesto de Raiva, talvez decepção, talvez vingança ou apenas pura e banal falta de vergonha, apenas mais um Enfermo!
Estações, Semanas e semanas, tragédias, nenhuma delas poética, cansado dessa enrrolação, por isso jogo todos os meus copos em alcance ao chão, a bebida me ferve, meu sangue esquenta, meu bem, não há mais graça, o resto e apenas a loucura, e o que sobra para engolir e depois cuspir.
Um manifesto de Raiva, talvez decepção, talvez vingança ou apenas pura e banal falta de vergonha, apenas mais um Enfermo!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
- Cansado
Garrafas, Anéis sujos no chão, não sei mas o que dizer, talvez não tenho mesmo um assunto para te entreter, esse desinteresse talvez tenha sempre sido desinteressante, entre imagens, e fotos, sorrisos e lágrimas, gritos e porradas, é você merece um soco na cara, mas mais decente do que isso, bem que sou, inconstantes indecisões, pocket livros de estradas, leituras em bares, a cerveja que desce, o barmam quer dormir mas eu não, continua descendo, porque não vou sair tão cedo, não importa esse ronco, e essa melancolia que tu quer ver, cansado de dramas, cansado de você, cansado de choros, cansado de você, cansado de tudo, cansado de você, bem hoje eu quero beber, pra me satisfazer!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Calendario!
Oi Calendário a quanto tempo que não te vejo, e engraçado como esse dia 5 de junho ainda esta marcado em ti, o relógio parece que travou quando eu te vi, e fiquei me lembrando de estações passadas enquanto as folhas ainda não caiam, e quando o calor não era tão intenso, os amores que ganhamos, as flores que secarão, eu ainda acho que ainda temos tempo, mas as torres estão rachadas, e a distância ainda é grande, se lembra quando as folhas começaram a cair ? se lembra quando as chamadas eram grandes, e as madrugadas que olhávamos as estrelas, dois amores, duas distâncias, uma única estrada, milhas e milhas, os holofotes aqui brilham tanto que até esqueci como era o teu sol, era tudo feito de açúcar até as abelhas tomarem tudo, e quando nós nos sentíamos bem mesmo estando tão mal, e hoje, estamos aqui, horas e horas de distancia, daquele tempo, do antigo calendário, daquele meu relógio empoeirado, e as mesmas milhas de sempre.
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