quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Calendario!

Oi Calendário a quanto tempo que não te vejo, e engraçado como esse dia 5 de junho ainda esta marcado em ti, o relógio parece que travou quando eu te vi, e fiquei me lembrando de estações passadas enquanto as folhas ainda não caiam, e quando o calor não era tão intenso, os amores que ganhamos, as flores que secarão, eu ainda acho que ainda temos tempo, mas as torres estão rachadas, e a distância ainda é grande, se lembra quando as folhas começaram a cair ? se lembra quando as chamadas eram grandes, e as madrugadas que olhávamos as estrelas, dois amores, duas distâncias, uma única estrada, milhas e milhas, os holofotes aqui brilham tanto que até esqueci como era o teu sol, era tudo feito de açúcar até as abelhas tomarem tudo, e quando nós nos sentíamos bem mesmo estando tão mal, e hoje, estamos aqui, horas e horas de distancia, daquele tempo, do antigo calendário, daquele meu relógio empoeirado, e as mesmas milhas de sempre.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Este vil cabaré [2] - Enquando a dama chora a mascara sorri

Senhores e Senhoras, Meus caros, o Assassino está a solta, meus queridos, por favor não se desesperem, não saiam de seus lugares, tentaremos descobrir tudo, a peça está cancelada, os atores não sabem mais o que fazer, e as mascaras caem no público, maquilagem e sorrisos, não se desesperem, são apenas mascaras meus caros, não devem ser problema nenhum, sou apenas um narrador de uma história, não sei muito bem o que dizer nesta situação, estou sem roteiro e sem falas para decorar, mas só peço que fiquem tranqüilos, nada mais irá acontecer...

E a dama apenas chora.
A Mascara apenas sorri.

Um Cavalheiro, um gentleman, um honorário qualquer atrás de perfumes caros e cigarros de luxo, ele se aproxima, o narrador fica espantado, ele comenta algo em seu ouvido e os dois desaparecem, bem espectadores é apenas mais uma voz qualquer nos auto falantes, mas uma história a ser narrada, uma história dentro de outra que graça não.

Todos olham para cima.

- Bem meus queridos, Não precisamos de pessoas que nos digam o que fazer, se quiserem fiar desesperados fiquem, não é ninguém que diz que não, que vão fazer vocês ficarem tranquilos, não tem o cadáver ai ?, bem ele merecia a morte, ele era só mais um opositor, bem meus caros, a aqui quem fala e o dono das mascaras, o assassino o grande e o pequeno espero que todos fiquem bem e façam o que quiserem, pois essa e a grande lição, bem vindo a este vil cabaré

a mascara não para de sorrir

terça-feira, 9 de novembro de 2010

este Vil cabaré

Senhoras e Senhores, Bem vindos a esse vil cabaré , a uma luz remanescente para cada coração aqui presente, para todos há flores, rosas, para as damas, e para os rapazes, bem, aqui tem de tudo, Ah Sexo, morte e sujeira humana, tudo por 10 centavos, os trens pelo menos saem na hora, mas não chegam a lugar nenhum, mas não importa, nada importa nesse vil cabaré, existem viúvas que se recusam a chorar, colocam ternos e aqui estão, desiludidas, despidas, em troca de centavos, quem sabe, toma a sua fantasia, e o resumo da peça, meio estranha, equivocada e caótica, talvez anárquica, talvez seja tudo uma grande inspiração, a mascara que não para de sorrir, a maquiagem que está borrada, acabaram a era de acariciamento de gatinhos, bater cartões e formulas memoráveis de desejos irrevogáveis, o poema aterrador rabiscados nas páginas amassadas, o ator não consegue ler, não consegue declamar, e um show de invenções e improvisações, enfim a grande obra do ano chegou, o show a tragédia, a grande ópera barata! Suspense sem esperança, a aquarela na galeria inundada......



O Pano de Fundo Se rasga os cenários desaparecem, o elenco é devorado pela peça, há um assassino na matinê. Há um cadáver na platéia.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Milhas e Milhas!

Entre Milhas e Milhas, Projéteis cruzam o ar, terminaremos nossas vidas nessas geadas de balas, somos assim destrutivos, demolidores, as pessoas dizem que somos tão bonitinhos para pessoas feias e más, mas apenas não ligamos, frases bem baixas, e lembranças do passado, o que nós fez entrar nessa vida ?, o que deu errado ?, se todas as oportunidades querem o certo, talvez sejamos surdos para ouvir, e cegos para ver, o muro está na nossa frente, não podemos atravessá-lo, para isso precisamos da ajuda um do outro, a confiança, canhões gritos e munições, nós não queremos crescer, essa vida está nos destruindo, não agüento mais essa quantidade de tóxico e comprimidos, a quanto tempo que não ficamos naturais, apenas o peso de nossa consciência determina nosso caminho, é estamos bem longe da onde tudo começou, mesmo nos lembrando muito bem.

Depois da meia noite.....