terça-feira, 9 de novembro de 2010

este Vil cabaré

Senhoras e Senhores, Bem vindos a esse vil cabaré , a uma luz remanescente para cada coração aqui presente, para todos há flores, rosas, para as damas, e para os rapazes, bem, aqui tem de tudo, Ah Sexo, morte e sujeira humana, tudo por 10 centavos, os trens pelo menos saem na hora, mas não chegam a lugar nenhum, mas não importa, nada importa nesse vil cabaré, existem viúvas que se recusam a chorar, colocam ternos e aqui estão, desiludidas, despidas, em troca de centavos, quem sabe, toma a sua fantasia, e o resumo da peça, meio estranha, equivocada e caótica, talvez anárquica, talvez seja tudo uma grande inspiração, a mascara que não para de sorrir, a maquiagem que está borrada, acabaram a era de acariciamento de gatinhos, bater cartões e formulas memoráveis de desejos irrevogáveis, o poema aterrador rabiscados nas páginas amassadas, o ator não consegue ler, não consegue declamar, e um show de invenções e improvisações, enfim a grande obra do ano chegou, o show a tragédia, a grande ópera barata! Suspense sem esperança, a aquarela na galeria inundada......



O Pano de Fundo Se rasga os cenários desaparecem, o elenco é devorado pela peça, há um assassino na matinê. Há um cadáver na platéia.