quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Este vil cabaré [2] - Enquando a dama chora a mascara sorri

Senhores e Senhoras, Meus caros, o Assassino está a solta, meus queridos, por favor não se desesperem, não saiam de seus lugares, tentaremos descobrir tudo, a peça está cancelada, os atores não sabem mais o que fazer, e as mascaras caem no público, maquilagem e sorrisos, não se desesperem, são apenas mascaras meus caros, não devem ser problema nenhum, sou apenas um narrador de uma história, não sei muito bem o que dizer nesta situação, estou sem roteiro e sem falas para decorar, mas só peço que fiquem tranqüilos, nada mais irá acontecer...

E a dama apenas chora.
A Mascara apenas sorri.

Um Cavalheiro, um gentleman, um honorário qualquer atrás de perfumes caros e cigarros de luxo, ele se aproxima, o narrador fica espantado, ele comenta algo em seu ouvido e os dois desaparecem, bem espectadores é apenas mais uma voz qualquer nos auto falantes, mas uma história a ser narrada, uma história dentro de outra que graça não.

Todos olham para cima.

- Bem meus queridos, Não precisamos de pessoas que nos digam o que fazer, se quiserem fiar desesperados fiquem, não é ninguém que diz que não, que vão fazer vocês ficarem tranquilos, não tem o cadáver ai ?, bem ele merecia a morte, ele era só mais um opositor, bem meus caros, a aqui quem fala e o dono das mascaras, o assassino o grande e o pequeno espero que todos fiquem bem e façam o que quiserem, pois essa e a grande lição, bem vindo a este vil cabaré

a mascara não para de sorrir