domingo, 1 de agosto de 2010

Vendedor de Histórias

Mais Uma Vez sentado no último banco do ônibus vazio, o barulho do motor, das rodas no asfalto e do meu lápis no papel, meus olhos que veem através dessa lente um mundo antigo de poeira e descobertas, um mundo antigo de sonhos e aventuras, enquanto as rodas passam pelo o asfalto o esmagando minha maente vai viajando, pensando no passado e no futuro, as malas na mão é hora de descer, aqui não tem trickster talvez apareça a lua, aqui nao tem coelho, aqui não tem mais meus imóveis, o cigarro vai a boca o maço amassado dentro da bermuda, um novo começo ? ou apenas uma antiga história reescrita ?, vozes, businas, barulhos confusos, outros ônibus passam, cada um para um lugar, cada um para um mundo novo, cada um para uma história diferente, mas eu escolhi essa, um moeda, o garoto pede, não tenho nada, apenas decepções e histórias para contar, talvez eu venda histórias, minhas histórias que tal ?, preciso de moedas, preciso sustentar meus sonhos, preciso vender histórias, pois não vou vender sonhos, tenho um relógio de bolso de prata, você quer ?, é difícil de encontrar, só que você nao terá o dinheiro para pagar, eu tenho livros em minha mala, eu tenho palavras em minha cabeça, eu tenho textos em meus papeis, mas não tenho memórias de meus hoteis, talvez eu esteja falando outra lingua, Grego ?, que nada, Português, talvez você nao me entendas, como a maioria!, talvez não entendas meus caminhos, talvez não entendas minhas histórias e eu continue levando fama de incompreendido, mas eu conservo minha sanidade e o gole de café desce a garganta, eu vou atrás de meus sonhos, e nem o coelho mais me incomoda!, e a lua não mais me ilude, e não caiu mais nas armadilhas do trickster, e engraçado a forma que a Alessa nunca mais apareceu!,