domingo, 13 de junho de 2010

Estações Passadas!

Acima De Tudo Existem Aquelas Palavras, não há nada entre nos, irreconhecível o frio que toca a minha pele, o vento turvo em seus cabelos, os casacos de gola role e outros de capuz, olhos que brilhavam da cor do mel, nossos abraços apertados no fim de novembro, os sorrisos doces em agosto, as brigas atordoantes em abril, me faz lembrar, esse frio que vem atormentar, suas palavras engasgadas no fim de sua garganta , me diz que não parou de me amar, e que você irá voltar., faz lembrar frases escritas em papeis e ditas em outonos passados, e ate invernos, as estações passam, deve ser o terceiro outono, talvez segundo, e difícil acreditar que depois de tanto tempo o frio ainda reflete aquela nuvem de raios destorcidos no espaço tempo, errado ?, o errado sempre me atrai, serio, palhaçada, tentar explicar uma cena ? algo que não da para ser explicado, um abraço, um olhar, um inverno, uma estação, e aquelas primaveras, estações, passam, os anos se recriam, e as temporadas se renovam, novos amores, velhos amores, as rosas mudam de cor, o amarelo do brilho, o estalar de uma arma, toda a continuidade de um abraço repetido no frio tênue que nos agasalha, as meias no pé que o impedem de congelar, as gargantas protegidas, mas não tem como deixar de gritar, deixar de mudar e de falar e de se enganar, uma ilusão apenas o reflexo no espelho de um amor, falar 3 vezes seguidas bloodymary, apenas mais uma lenda urbana, como a lenda de todos os outonos, de todos os invernos de todas as estações, o verão que nos aquece, as estações que mudam e as temporadas que se renovam, os amores que apodrecem e os corações que se despedaçam, agora você quer voltar ?, diz que você vai mudar ?, as palavras congeladas no tempo com um beijo com cristais de gelo, e a imagem de um abraço se apaga numa fotografia, apenas palavras, apenas textos apenas imagens distorcidas da realidade, ou do que pensamos ser!