sexta-feira, 11 de junho de 2010
A Moeda.
Uma Moeda, lados opostos, se preocupar tanto com um lado que se esquece do outro, que no final enferruja e se apaga e então e gravado outro rosto, outro nome outra data, mas não agora, não hoje, ver os dois lados de ângulos diferentes, fazer algo, não querer que nada se apague que nada mude, talvez seja pedir demais, talvez esteja preocupado com um lado, e o outro ?, uma moeda tem dois lados, qual e a forma de se preocupar com os dois ?, fazer algo por eles, mais um minuto, mais um tempo, cantar sozinho não muda nada, mais um segundo, mais uma noite, então as promessas enferrujam como o outro lado, e no final ele encosta no bar e pede a mesma cerveja o mesmo cigarro e a mesma cadeira, todos cantam o mesmo refrão em musica sem par, e no final esquecemos da moeda, pois outro nome já foi gravado nela, uma cara com uma nova coroa, um novo símbolo, uma nova data um novo valor, e novamente a moeda pode ser datada se o dono dela não tiver cuidado, mas e a parte esquecida e enferrujada ?, talvez ela pode ser moldada e prensada em outra moeda, em outro ângulo em outra historia em outra data, tirando o lugar de outra, uma troca de ferrugens, uma troca de moedas, uma troca de lares, as mãos sujas que encostam nessas moedas tirando todo o brilho, e ele chora como se fosse um Pierro querendo matar o Arlequim chamando a Colombina de piranha, mas no final talvez seja culpa dele, que não soube cuidar da moeda, talvez seja ele que tenha desgastado seu próprio lado, talvez seja ele, mas não importa um sempre culpa o outro e não existe lado certo na moeda apenas lados errados e cheios de defeitos, porque moedas e seres humanos são sempre assim, cheio de defeitos e não tem como devolver, talvez os defeitos não sejam de fabricas mas causados, e quem foi o causador ? o outro lado da moeda ?, como sempre os lados brigam, se culpam, e a moeda impar com lados pares, moeda suja que passa de mão em mão, riscando os lados.
