terça-feira, 1 de junho de 2010
...Um bar no meio da estrada rumo ao nada!
Sentado Em um bar, Ele pede uma cerveja bem gelada, Acende um cigarro e faz manobras com a fumaça, Nela ele viaja, Um Navio Navegando Entres as nuvens, Acordes em um piano sem teclas, som de melodias pelo fundo uma gaita num solo puxando todo o coro, os casais se formam e as mesas se arrumam, uma dança, uma nova dança, um novo conto de fadas, sem fantasias, no lugar de príncipe existe um sapo, e a princesa não há, Fazem malabarismos com fumaça, passando de boca em boca, nessa troca de salivas, nesse, trai, trai, ela meche no cabelo ela quer, embaixo do edredom ela segura suas calças, ela beija seus ouvidos, e diz que se sentira melhor com ele sem calças, o sorriso ardente dos dois, novas pessoas a educar, eu tusso, e é claro, uma taça de vinho, doce sabor rubro, um licor, um néctar, parecido com sangue, não sou vampiro, deve ser por isso que góticos e metaleiros, viviam embriagados com o vinho, uma garrafa em cada mão, eles queriam ser vampiros, seus olhos não mentem, seres das noites, queriam ser o terror de todos os livros e a pele pálida alérgica ao sol, criaturas noturnas, vampiros, mas por incrível que pareça nesse conto de fadas não tem vampiros, lobisomens, criaturas fantásticas, apenas um cara, sentado no bar, tomando cerveja e fumando seu cigarro, o moicano levantado, a blusa regata branca, a calça mais justa e as jaquetas de couro, sim esse e o conto de fadas, um moicano, um cigarro, uma cerveja, o impala do outro lado da rua, no meio deserto, uma estrada, sem sonhos, apenas vontades, procurar, achar, viver o inacreditável e surreal, esse conto de fadas existe, e apenas uma historia, como qualquer outra, um garoto perdido sem expectativas, o cigarro entre os dedos a fumaça sobe o olhar ao horizonte, o carro estacionado, um mundo novo, uma nova chance, um novo navio que vaga pela terra, sua casa, aonde ele estará, ele e dali, ele e de lá, ele e do mundo que aqui carregar, apenas um carro, sem destinos, em uma vida de certezas sem enganos, tira a camisa regata e coloca a preta do ramones, cospe no chão!
