segunda-feira, 3 de maio de 2010

Manifesto de Desilusões

Frequencia sem sinal, tento sintonizar o rádio, não escuto o outro lado, grito, berro nos auto-falantes, mas sem respostas, sem sinal, o navio afunda, no banco do onibus, melodias revoltantes, um garoto declamando seu sentimento punk, vamos comemorar, vamos comemorar, vamos comemorar essa solidão com taças de wiskys na mão, vamos comemorar a falta de conciência de todos, vamos gritar para o mundo o que ninguem tem coragem de dizer, hoje eu so quero que o sol nasça, quero afundar nesse poço, um abraço, um beijo, a sinceridade, um sorriso, bochechas rosadas, ela diz que não entende o que eu falo, mas acha lindo, ela quer saber o porque de toda minha raiva pelo coelho, ela ve uma foto e pensa, mas o coelho é apenas fruto da minha desilusão, manifesto das desilusões, o medo do sangue tende ao medo da carne, Alessa porque estas queimada ? o que tu tem feito com essa cidade?, porque o barco afundo, e voltamos todos, ao onibus, atras do garoto punk, que não tem medo de se manifestar, e então o sol nasceu para declarar o fim a nossas lágrimas, talvez essa seja a historia que tu tenhas inventado para si proprio, talvez seja apenas o coelho na porta de teu quarto, talvez seja apenas mais uma brincadeira de Alessa. Ela esta queimada, e tu ri, pergunta como estou, diz que estas com saudades, é eu tambem estou, um abraço sincero, a falta que sinto, talvez agente mostre muito os sentimentos, talvez agente se apegue muito facil, ou poderia ser, que era pra acontecer, e o onibus passa leva ela de volta, e o coelho me olha, dessa vez eu não vou errar.