Um Copo De Whisky na mesa, O barulho do teclado a digitar, um cigarro aceso na outra ponta, pensar, estive muito longe daqui, estive longe dos textos, das composições, estive longe das palavras, talvez não veja mais vida nisso tudo, os gritos não significam nada, as frases perderam o efeito, o licor maldito não rima, nos sentimos miseráveis, miseráveis ao Maximo, imagens atordoam a mente, ela está lá, em sua cama, seu novo amigo a faz ofegar, em meus braços escrevo don’t forget, não sei ao certo o que não quero esquecer, ou o que não me deixam esquecer, uma voz em minha cabeça, em meu sonho, tu tens uma missão, um objetivo, eu confio em tu, tu tens que trazer, trazeres o que ?, talvez eu saiba muito bem, não, eu sei muito bem, mas não pretendo, não vou fazer isso, não importa o efeito disso tudo.
Estranho Voltar a colocar voz nas palavras, nos textos, não apenas qualquer voz, mas sim a tua voz, a minha voz, nos textos, colocar um “EU” no meio de coelhos, pílulas e musicas, talvez eu não coloque vozes nas palavras mesmo, quem sabe berros!
Lembranças, um Céu que muda de estações a cada minuto, na chuva nossos passos acompanham o som dos pingos de água, composições pelas estradas, canções de momento, frases de efeito, risos, sorrisos, mãos dadas, abraços, amizade, ou algo maior que isso, ligados pela musica, e pelas letras, rap, rima, rock e hip-hop, do 8 ao 80, da lentidão ao punk, Tu sorristes, eu sorrio em seguida, olhos se encontram, te aperto, tu ri novamente, separados por um postes, ou por qualquer coisa, juntos pela solidão, ou por qualquer coisa que traga dor e felicidade mutua, talvez tu sejas minha saída, meu calmante, meus comprimidos, viu esqueci do coelho!
